É interessante como o ser humano se presta a determinadas situações em busca de dinheiro e fama, hoje em dia, no meio televisivo, somos bombardeados por uma imensa quantidade de programas de Reality Shows que haja paciência para agüentar.
Funciona mais ou menos assim… um canal passa a exibir um programa de expiação da vida alheia (que é o que o “povo” mais gosta de fazer) e os índices de audiência vão lá em cima.
Sendo assim, outro canal então, não podendo ficar de fora, lança um programa nos mesmos moldes só que um pouco mais “mesquinho” ainda e o resultado como já se podia esperar é o da melhora perceptível da audiência desde canal, ou seja, quanto mais mesquinho for, melhor o índice de audiência.
E assim somos crucificados constantemente com a pior espécie de programas de qualidade duvidosa, acredito que logo, logo chegará o tempo em que as pessoas que não tiverem assinaturas de canais fechados e que não gostam desse tipo de programa estarão confinadas a não mais assistirem televisão, chego a pensar que isto é um complô televisivo, para obrigar o cidadão a adquirir este ou aquele produto.
Mas voltando a comentar sobre o “ser humano”, gostaria de entender como estes programas que cultuam e incentivam formas baixas de relacionamento interpessoal podem fazer tanto sucesso?
E o pior é que a estes vís comportamentos e atitudes utilizados pelos participantes, o apresentador dá o nome de “Estratégia”, “Plano de jogo” e etc.
Puxa vida, no meu tempo de Faculdade de Psicologia, quando utilizávamos estes conceitos, estavam sempre relacionados a algo construtivo ou com a intenção de desenvolver estratégias e situações em prol do outro, e não para destruição, punição e exposição do outro a situações vexatórias que serão acompanhadas pelo público em âmbito nacional.
Onde é que chegamos? Ou melhor – Aonde ainda podemos chegar?
Se a cada vez que a televisão lança um programa pior, este bate todos os recordes de audiência, esse é o resultado da massificação da informação, parece até que estamos voltamos ao populismo ( e o Lula que o diga!)de velhos tempos.
A verdade é que grande parte da população está totalmente alheia às informações e conhecimentos que realmente acrescentam e ficam nessa construção da destruição do outro.
Eu diria para finalizar que vivemos num mundo de total desrespeito ao próximo e que dia após dia, algumas pessoas vão evoluindo nesta tarefa e que, as que não estão propensas a este exercício estão vivendo no cada vez mais no limite de sua paciência!
fevereiro de 2010
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